Acredito que não será o melhor tema para falar nos primeiros dias do ano (e muitos menos se enquadra na filosofia deste cantinho). Mas exactamente porque estamos no início do ano e o referendo está aí à porta, é que considero necessário falar nele. É no início do ano que se devem pensar as decisões, as escolhas, os porquês, e deve-se tentar corrigir as situações do passado.Nunca passei por esta situação, mas imagino que um aborto seja uma experiência “monstra”, em todos os sentidos. Uma responsabilidade e um peso enormes em cada um dos intervenientes. Concordo. E também não estou aqui a querer influenciar ou defender ninguém. Não é esse o meu objectivo. Mas gostava que pensassem por um momento:

- Nas centenas de crianças infectadas pelo vírus da SIDA;
- Nas centenas de crianças vítimas de abusos sexuais e maus-tratos;
- Nas centenas de crianças carenciadas, que passam fome;
- Nas centenas de crianças que são desprezadas, negligenciadas e abandonadas.
Elas não pediram ou escolheram nascer …
São milhares em todo o mundo, são também muitas no nosso país. Ajudar essas crianças, poucos de nós o fazem, poucos de nós temos condições para o fazer ou nos importamos com isso. Então, a pergunta que deixo no ar: Porquê permitir que venham mais centenas, mais milhares dessas crianças ao mundo? Para sofrerem? Qual é o crime maior: não as deixar nascer ou deixá-las vir ao mundo para passarem horrores?
São milhares em todo o mundo, são também muitas no nosso país. Ajudar essas crianças, poucos de nós o fazem, poucos de nós temos condições para o fazer ou nos importamos com isso. Então, a pergunta que deixo no ar: Porquê permitir que venham mais centenas, mais milhares dessas crianças ao mundo? Para sofrerem? Qual é o crime maior: não as deixar nascer ou deixá-las vir ao mundo para passarem horrores?
As crianças devem vir ao mundo como uma bênção, para serem acarinhadas, bem tratadas, protegidas e, principalmente, para serem felizes!
"Se tanto me dói que as coisas passemÉ porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem"
(Sophia de Mello Breyner)
3 comentários:
Não podia estar mais de acordo... acbaar com uma vida? mas que vida teriam essas crianças em que os pais admitem e sabem não ter condições para as ter? É uma vida miserável que pretendem defender, em prol da vida e do ser humano? Crianças que morrem vitima de maus tratos, que nascem para sofrer... é isso mais digno? Enfim...
Mas o povo português tem a mania que é defensor dos bons valores e é isso que importa!
ctNão posso deixar de te apoiar nas tuas palavras... A vida é uma dádiva quando é bem vivida, amada e desejada. As crianças são o mais bonito que existe, mas um sorriso feliz e saudável é das melhores imagens que existe.
Olá
Gostava de não ter de comentar mas tenho. Passei vezes sem conta por estas imagens e perguntava-me sempre "o que estão estas imagens a fazer neste texto"? São imagens de vida num texto de não vida. Por vezes ia no carro e ouvia alguns comentários a este referendo e até hoje não percebo - " que estamos nós a referendar?"
O Aborto ou o alargamento de alguns "prazos" (já existentes) e condições (já existentes) na interrupção da gravidez? De cada vez que ouvia esses comentários lembrava-me deste blog e destas imagens, inseridas neste texto. Ambos enfermam do mesmo mal: são antagónicos!
Não posso defender o aborto e apresentar imagens de bebés.
Os bebés só nascem em caso de não haver aborto!
Posso mostrar imagens de bebés “abortados” (leia-se “mortos”), isso posso.
Porque será que não o faço??? Uma resposta vinha a calhar.
O resto desculpem-me é publicidade. Da mais viciosa, ignóbil e enganadora que se pode ver. Com o intuito de chamar estúpido a alguém que se supõe não merecer o nosso respeito por suspeita de inferior inteligência. Pode ser que nos enganemos!
Não posso concordar com a forma como defendo um ponto de vista apresentando argumentos e “imagens” (não deixam de ser um argumento) de, precisamente o oposto. Por muito que me custe tenho sempre que suportar os custos das minhas opções. Não posso dilui-las numa “mea culpa grupal”.
- Estimo muito a raça humana para ver sofrer as suas crias, por isso, só por isso, prefiro que se extinga numa não continuidade premeditada.
Fenomenal argumentação!!
Et voilà !!
“Prontos” !!
De uma assentada esta apaziguada a minha dor, clarificada perante o mundo a minha posição (que por acaso até é a que mais convém ao próprio mundo). Que é lá isso? Ter de parar para pensar que terei um dia de gastar o meu tempo com assuntos que eu não criei!
Então não é que há um cabrão (que não tem outro nome) que maltrata um filho e essa notícia me entra em casa pelo telejornal. Então estes idiotas têm que me colocar a par de uma situação destas?
E agora que sei? Bom, agora que sei passo também a ser responsável e lá tenho que tomar uma atitude.
Ora PORRA mais à brincadeira!!!
Tenho que fazer algo em relação a isto pois “os cabrões” não param de aumentar … e as criancinhas são cada vez mais, …e as televisões cada vez mais …e as noticias cada vez menos …e tudo somado e tudo junto lá estou eu a tomar conhecimento, desculpem, a ser incomodado queria eu dizer, três vezes por dia com merdas destas.
Não pode ser!!
A sociedade tem de ser corrigida.
Ora vamos lá pensar um pouquinho ….
Hummm…
1. Arranja-se um grupo de intelectuais - fêmeas - (frise-se a importância da escolha, pois isto na política nada é por acaso.[de merda (as intelectuais) - ooops que isto é opinativo], daquelas, que ache que o homem está a mais no processo da história da humanidade.
Arranjado o grupo, há que arranjar o tema, apresentado de forma actual pois todo o cuidado é pouco quando se lida com a populaça( não vá ela ter um rebate de consciência)!
O direito à vida. Humm… talvez não pois parece-me que isto esta na Carta dos direitos do homem da ONU. O direito ao corpo??? Também não pois a primeira implica a segunda (que esta história das energias não se consagra nas cartas dos homens físicos).
O direito de decisão sobre o próprio corpo!
Boa, mesmo a calhar. Enquadra-se em qualquer discussão sobre os direitos femininos e já podemos voltar a baralhar e dar de novo.
Dois dedos de boa conversa e ninguém se lembrará que se trata do corpo da criança e não do corpo da transportadora!
Já agora uma pequena questão!
Se o homem não foi tido nem achado que raio de coisa aborta ela? Pressupõe-se que para não ser achado na decisão não foi tido na concepção.
2. Arranja-se um grupo de políticos que queira entreter durante uns tempos (por que razão, ficará por se saber) a mesma populaça e que esteja por isso na disposição de levantar uma questão “Nacional”.
Lá vão os meninos gastar mais ou menos um milhão de euros em propaganda para o referendo.
Questiono-me se, sendo uma questão de “corpo próprio”, haverá justificação para propaganda política. Não se cansem a dar a resposta pois para fazer sair dinheiro há sempre que criar uma razão para despesa. Quanto maior o alarido maior o gasto e menor o reparo no roubo.
“As crianças devem vir ao mundo como uma bênção, para serem acarinhadas, bem tratadas, protegidas e, principalmente, para serem felizes!”
As crianças são a bênção!
O modo como vêm ao mundo ou não, e o modo como vivem nele dependerá de nós.!
E já agora quem disse que elas não escolhem (os pais que irão ter) ?
Kaputo
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